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domingo, 8 de julho de 2012

Adolphe Sax

120708 - Inventor do Saxofone (1840)
Nome Completo: Antoine Joseph Sax (Adolphe Sax) (1814-1894) = 79 anos.
Inventor; Construtor;
Local de Nascimento: BÉLGICA - Dinant.
Data de Nascimento: 06 de Novembro de 1814.
Data de Falecimento: 04 de Fevereiro de 1894.


            Antoine Joseph Sax — (6 de Novembro de 1814 - 4 de Fevereiro de 1894 (79 anos)), mais conhecido como Adolphe foi um construtor de instrumentos belga, conhecido por ter inventado o saxofone.


Biografia:
              Adolphe Sax nasceu em Dinant, Bélgica. O pai, Charles-Joseph Sax, também era construtor de instrumentos. Adolphe cedo começou a construir os seus instrumentos.
               Quando deixou a escola, Sax começou as experiências para descobrir novos instrumentos, a sua primeira invenção importante foi um melhoramento no clarinete baixo, que patenteou apenas com 20 anos de idade
              Em 1840 inventou o saxofone. E em 1841, Sax mudou-se para Paris, onde continuou a trabalhar na construção e invenção de instrumentos.
                 A sua invenção mais famosa foi osaxofone, destinada a ser usado nas bandas militares. O instrumento tem o corpo metálico, com uma palheta de madeira, semelhante ao clarinete.
              O compositor Hector Berlioz escreveu aprovando o novo instrumento em 1842, mas Sax apenas patenteou o instrumento em 1846, depois de desenhar e construir toda a família de saxofones (do soprano ao contrabaixo).
              A partir de 1867, Sax foi professor do conservatório de Paris.
          Morreu em 1894 em Paris e está enterrado no cemitério de Montmartre.




O Saxofone:
                Saxofone, também conhecido popularmente como Sax, é um instrumento de sopro patenteado em 1846 pelo belga Adolphe Sax, um respeitado fabricante de instrumentos, que viveu na França no século XIX.

             Os saxofones são instrumentos transpositores, ou seja, a nota escrita não é a mesma nota que ouvimos (som real ou nota de efeito). A maior parte dos saxofones são em B♭ (como o sax tenor e o soprano) ou em E♭ (como o sax alto e o barítono).
A História:

             Ao contrário da de muitos dos modos de instrumentos tradicionais, que para chegar ao seus formatos atuais foram evoluídos de instrumentos mais antigos, dos quais muitas vezes não se conhece o inventor, o saxofone foi um instrumento deliberadamente inventado. Seu inventor foi o belga Antonie Joseph Sax, mais conhecido pela alcunha de Adolphe Sax. Filho de um fabricante de instrumentos musicais, Adolphe Sax aos 25 anos foi morar em Paris, onde começou a trabalhar no projeto de novos instrumentos. Ao adaptar uma boquilha semelhante à do clarinete a um oficleide, Sax teve a ideia de criar o saxofone. A data exata da criação do instrumento foi em 28 de junho de 1840.

            Ao longo do tempo, diversas modificações foram feitas, como a chave de registro automática, introduzida no início do século XX em subistituição às duas chaves de registro que deveriam ser alternadas manualmente pelo instrumentista. Entretanto, as características gerais do instrumento permanecem as mesmas dos originais criados por Adolphe Sax.

Construção:

            O saxofone é um instrumento fabricado em metal, geralmente latão, com chaves, numa mecânica semelhante à do clarinete e à da flauta. É composto basicamente por um tubo cônico, com cerca de 26 orifícios que têm as aberturas controladas por cerca de 23 chaves vedadas com sapatilhas feitas de couro e uma boquilha que pode ser de metal ou de resina, na qual se acopla uma palheta de bambu ou de material sintético. 

A Família do Saxofone:

             A família do saxofone é extensa. Todos os membros compartilham a mesma digitação e a escrita é sempre em clave de sol, variando a transposição de acordo com o registro do instrumento. Dentre os sete instrumentos originalmente produzidos, há:

Saxofone sopranino - É o membro mais agudo da família dos saxofones. É afinado em E♭ ou, raramente, em F. Seu corpo é reto.
Saxofone soprano - É o integrante mais agudo do quarteto de saxofones clássico. Afinado em B♭. Há também sopranos afinados em C, mas são muito raros. O tradicional é o de corpo reto, mas há também sopranos curvos.
Saxofone alto - Um dos tipos mais comuns de saxofone. De registro médio-agudo, tem a tessitura próxima à da viola. É afinado em E♭.
Saxofone tenor - Também é um instrumento muito comum. Tem registro médio-grave. Afinado em B♭. Há também os afinados em C (veja C-melody, logo abaixo).
Saxofone barítono - É o integrante mais grave do quarteto de saxofones clássico. Afinado em E♭. É comum encontrar barítonos com uma nota a mais para o grave (A grave, que soa C), recurso raramente encontrado em saxofones mais agudos.
Saxofone baixo - Muito utilizado em bandas sinfônicas e em grandes conjuntos de saxofones. É afinado em B♭. Também pode contar com recurso do A grave (que soa G).
Saxofone contrabaixo - É o membro mais grave da família original do saxofone. É afinado em E♭.

                O projeto de Adolphe Sax previa um instrumento ainda mais grave que o saxofone contrabaixo, entretanto, esse instrumento não chegou a ser produzido.

             Além desses, há outros instrumentos, desenvolvidos posteriormente:

Soprillo, instrumento em Si♭, uma oitava acima do saxofone soprano.

Soprano em C (não transpositor).

             Soprano semi-curvo (reto, com todel curvo e campânula virada para a frente, comumente conhecido como saxello) Alto em F, também conhecido como mezzo-soprano. Tenor em C (transpositor à oitava) Barítono em F.

              Baixo em C (transpositor à 15ª). Contrabaixo, em F. Tubax - Instrumento alemão desenvolvido a partir do saxofone, mas com calibre mais fino, o que facilita a emissão dos graves. Há versões em E♭ (mesma extensão do saxofone contrabaixo) e em Si♭ (chamado de subcontrabaixo).

A Boquilha:

             A boquilha é a peça que se encaixa na extremidade mais fina do saxofone e na qual é fixada a palheta. Seu funcionamento é semelhante ao de um apito, que gera as vibrações que irão percorrer o corpo do instrumento. As boquilhas podem ser fabricadas em diversos materiais: massa plástica, metais, acrílicomadeira, vidro e até mesmo osso, contudo as de massa plástica e de metais são as mais utilizadas.
              O formato das boquilhas também pode variar, tanto externamente quanto internamente. Alterações nos formatos implicam alterações significativas do som produzido, e devido a este fato, a escolha da boquilha é uma decisão muito pessoal para cada saxofonista. Não existe um padrão entre as fábricas e cada fabricante produz, geralmente, boquilhas com várias aberturas.
             A grosso modo, duas medidas internas são definidas: a altura da abertura e a sua profundidade. Quanto maior for a abertura e menor a profundidade, mais estridente será o som produzido, já o contrário resulta num som abafado e pequeno
A Palheta:

        A palheta está para o saxofone assim como a corda está para os instrumentos de corda. Ela é a responsável pela emissão do som pelo instrumento. Ao soprarmos a boquilha, é gerada uma coluna de ar que faz vibrar a palheta, produzindo o som.

              As palhetas são fabricadas com madeira, geralmente cana ou bambu, porém palhetas sintéticas, como a Fibracell, feita de um material de fibra e a Légere e Bari, confeccionada em acrílico. Existem numerações para determinar o nível de dureza e de resistência à envergadura de uma palheta, mas esta numeração não é padronizada, varia de fabricante para fabricante. Quanto mais dura é a palheta, maior é o esforço para a emissão da nota, contudo menor é o esforço para manter o controle da afinação


Modelos de Saxofones:
Saxofone Alto:
Saxofone Baixo:
Saxofone Barítono:
Saxofone Contrabaixo:
Saxofone Sopranino:
Saxofone Soprano:

Fotos Referentes ao Inventor e ao Invento:























Wallpappers - 120708:


PERSONAGENS
Jisohde G. Posser
120708

domingo, 1 de julho de 2012

Adolph Rickenbacker

120701 - Inventor da Guitarra Elétrica (1932)

Nome Completo: Adolph Rickenbacker (1886-1976) = 90 anos.

Local de Nascimento: SUÍÇA.
Data de Nascimento: 01 de Abril de 1886.
Data de Falecimento: Março de 1976.


           Adolph Rickenbacker foi um suiço-americano, que co-fundou a empresa Rickenbacker guitarra, juntamente com George Beauchamp e Paul Barth.

               Adolph Rickenbacker nasceu na Suiça. Ele emigrou para os Estados unidos com parentes mais velhos depois que seus pais morreram, estabelecendo-se em Wisconsin. Ele se mudou para o sul da California como um homem jovem. Mais tarde, ele anglicizado seu nome para Adolph Rickenbacker para capitalizar sobre a popularidade de seu primo distante, superior de América Flying Ace Eddie Rickenbacker.


               A partir do final dos anos 1920, sua  Manufacturing Company Rickenbacker fez corpos metálicos para a Corporação Nacional de Cordas de Instrumento. Através dessa conexão, ele conheceu George Beauchamp e Paul Barth, e em 1931 eles fundaram a Companhia Ro-Pat-In. Em 1932 eles produziram as versões do elenco  dos primeiros Lap Steel da guitarra de Alumínio. Dois anos depois, a empresa passou a chamar "Instrument Corporation Electro String. Ao tempo que a produção cessou em 1939, cerca de 2.700 guitarras elétricas tinham sido produzidas.


                     Rickenbacker, não está convencido do potencial do negócio da guitarra, continuou a fabricação até 1953, quando ele vendeu sua empresa para Francisco Cary Hall, um percursor da boa guitarra elétrica Southem Califórnia.
                       Adolph  Rickenbacker morreu de câncer em Orange Coutry, Califórnia em 1976 na idade de 90 anos.


A Guitarra:
Guitarra-elétrica
                A guitarra elétrica (também chamada de guitarra) é um instrumento musical pertencente a família das guitarras, cujo som é sempre amplificado eletronicamente. É um instrumento de cordas (ou cordofone), ou seja, o som é produzido manualmente pela vibração das cordas como o violão, porém é transformado em sinal elétrico devido a ação de captadores magnéticos (Na maioria dos modelos).
                     Os sinais elétricos podem ser simplesmente  amplificados e emitidos por um alto-falante que converte os sinais elétricos em ondas sonoras, ou pode ser modificado antes de ser novamente convertido em som pelo alto-falante.
                       Por sua potência sonora e pela possibilidade de alteração eletrônica de diversas características de seu timbre, as guitarras elétricas são utilizadas principalmente no rock, música pop, blues e jazz, podendo ser encontradas ainda em outros gêneros musicais.


Modelos de Guitarras:
                    Há dois tipos básicos de guitarras, distintamente: Guitarras maciças e Guitarras Semi-acústicas.


Guitarras maciças:
Exemplo de guitarra elétrica maciça Fender Telecaster
          Essas guitarras tem corpos maciços e, em sua maioria, feitos em madeira. Materiais alternativos como alumínio e fibra de carbono também são usados. Não possuem caixa de propagação acústica, seu som natural é pouco intenso e consegue ter mais sustentabilidade na nota. Podem ter o braço embutido ao corpo (quando é feita inteiramente de uma única peça de madeira), colado ou ainda parafusado. Pelo fato de não apresentarem caixa acústica, a madeira com que são construídas é o principal responsável pelo timbre que elas entoarão, As guitarras maciças são preferidas por músicos que necessitem adicionar efeitos sonoros (principalmente distorção) e tem seu uso mais realizado para produção de música dos estilos e derivados do Rock como o Heavy metal. Os modelos mais conhecidos entre as guitarras maciças são as Fender, Telecaster e Stratocaster, as Gibsom Les Paul e SG, bem como as guitarras Ibanez, Jackson, ESP, Washbum, muito utilizadas no Heavy metal.


Guitarras semi-acústicas:
Fender Stratocaster
                      São guitarras que possuem caixa de propagação acústica, seu tamanho é relevantemente maior que as maciças e seu som natural também é mais intenso. A abertura acústica pode causar influencia na captação elétrica dependendo do tipo do captador usado (maior influência com captadores passivos e menor, ou nenhuma com captadores ativos). São guitarras mais usadas sem a adição de efeitos e são preferidas por músicos na produção de músicas Jazz e Blue tradicional.


                       A guitarra semi-sólida é uma variação desenvolvida para solucionar os problemas de Feedback e microfonia indesejadas. É o meio-termo entre instrumento acústico e sólido. É dotado de caixa de propagação acústica com uma peça de madeira inteira que estende-se do braço ao fim do corpo. Assim, seu som é uma combinação do timbre característico da guitarra acústica com a sustentação do corpo sólido. A primeira guitarra deste gênero é a Gibson ES-335, fabricada a partir de 1958.
MoonlanderLee RanaldoSonic Youth,Yuri Landman, 2007


Captadores:


Captadores magnéticos:
                        A maioria das guitarras atuais utiliza captadores desta natureza. O captador de guitarra tem função de transformar as ondas mecânicas produzidas (o som), principalmente produzidas por cordas, em ondas elétricas. Existe uma grande quantidade de tipos e qualidades de captadores no mercado, eles são habitualmente classificados levando em conta suas características técnicas: Quanto à alimentação, dividem-se em captadores ativos e captadores passivos; quanto ao número de bobinas, dividem-se em captadores simples (single-coils), captadores duplos (humbuckings) ou quádruplos (quad-rail); podem ser divididos ainda, quanto ao material magnético, em captadores cerâmicos e captadores de alnico.


Captadores passivos:
               Não necessitam de alimentação elétrica (fonte de energia elétrica) para funcionarem. Apresentam grande integração com os demais materiais da guitarra. Enorme variedade de timbres e qualidades. Em maioria são de alta impedância e captam interferências diversas com facilidade.
                Os captadores são na verdade uma bobina, ou seja, consistem de magnetos enrolados por um fio (coil) criando assim o campo magnético que é perturbado pelas cordas de metal ao vibrarem em frequências diferentes, tal perturbação no campo magnético gera o impulso elétrico que mais tarde é convertido em som (onda mecânica).


Captadores Ativos:
                 Necessitam de alimentação para funcionarem. Integração reduzida com os materiais da guitarra. Sons uniformes, previsíveis e pequena variedade de timbres. Captam menor interferência por terem menor impedância.


Captadores mecânicos:
             São feitos com material mais barato e são mais comuns no mercado.


Captadores de AlNiCo:
             São feitos com materiais mais caros e selecionados, sua qualidade normalmente é superior aos mecânicos. Os Ímãs dos núcleos são feitos de uma liga de alumínio, níquel e colbato (Al-Ni-Co). Existem vários tipos de alnico dependendo da porcentagem dos componentes em sua mistura. O mais comum em captadores são os AlNiCo II e o V. Magnetos compostos de alnico tendem a ser mais vintage. São também comumente mais caros devido a matéria-prima.


Captadores Simples (single-coils):
               São estruturados apenas com uma bobina. São mais sensíveis às interferências que causam ruídos. Em geral, o timbre resultante tende a ser mais limpo, brilhante, estalado e estridente em comparação com os humbuckers. Um exemplo do uso de captadores single é o timbre das guitarras Fender.


Captadores duplos (humbuckings ou humbuckers):
                    São estruturados com duas bobinas em um só corpo. Normalmente as duas bobinas funcionam em polaridades inversas. Assim cada uma elimina parte do nível de ruido da outra. Essa interação também altera a resposta tonal do captador, o que lhe confere um som diferente daquele produzido por um captador single-coils. Em geral, o timbre resultante tende a ser mais cheio, vigoroso, macio e adocicado em comparação com os single-coils. Um exemplo do uso de captadores duplos é o timbre imortalizado pelas guitarras Gibson Les Paul.
                      Alguns captadores duplos apresentam a mesma aparência externa tradicional dos captadores simples, pois possuem as duas bobinas empilhadas, a exemplo dos modelos HS-2 e HS-3 da DiMarzio e a série Noiseless da Fender.


Captadores quad rail:
              São estruturados com quatro bobinas em um só corpo.


Modificações Elétricas:
             As modificações podem ser inúmeras, dentre as mais comuns são a adição de: distorção, repetição (delay), reverberação, equalização, flange, phaser, wah-wah e chorus. As modificações dos sinais elétricos podem ser feitas por aparelhos eletrônicos próprios como: pedais compactos, pedaleira de guitarra (tais como modelos fabricados pela Boss, Digitech e Zoom), rack de efeitos, efeitos produzidos por computador (cakewalk Sonar 1, 2, 3, 4, 5; SoundForge, Protools) ou amplificadores de guitarra com efeitos embutidos.


Altura:
            A altura do som produzido depende da relação física entre o comprimento da corda, de sua tensão e sua espessura.
             Basicamente, quanto mais curto o comprimento da corda, quanto mais fina a corda ou quanto mais distendida a corda, maior velocidade terão as vibrações, logo, mais aguda será a nota (ou mais alta). A altura padrão das cordas soltas de uma guitarra (ou afinação padrão) é igual a do violão (das coras agudas para graves): Mi, Si, Sol, Ré, Lá e Mi. Porém, existem infinitas combinações de afinação das cordas soltas. Existem ainda guitarras com mais de 6 cordas. Sua afinação pode obedecer a razão de intervalos das anteriores ou não.
             O guitarrista pode modificar a altura da nota executada de diversas maneiras. A mais comum é pressionar a corda num determinado traste para diminuir ou aumentar o comprimento da corda que vai vibrar tornando a nota mais alta ou mais baixa. Cada traste divide o comprimento da corda numa razão geométrica que altera a altura da nota sempre em semitons (de acordo com o temperamento atual). outra maneira comum é esticar ou até distender a corda com o uso de técnicas como "bend" e alavancada, essa técnica tira o temperamento original do instrumento.


Intensidade:
           A intensidade do som produzido depende respectivamente da intensidade de vibração das cordas, da proximidade das cordas do captador magnético e tipo de captador magnético, da quantidade de sinal elétrico perdido nos cabos elétricos, do nível de amplificação elétrica e da qualidade e tipo do alto-falante, dentre outros fatores.


Temperamento musical:
             A maioria das guitarras elétricas convencionais possuem o braço dividido em trastes que determinam a relação de altura entre as notas. Ou seja, são instrumentos musicais temperados.


Segue algumas fotos do Instrumento em questão:




  


  









PERSONAGENS
Jisohde G. Posser
120702.

sábado, 30 de junho de 2012

Percy Spencer

Percy Spencer - (1894-1970)
Inventor do Forno Micro-ondas
120630 - Inventor do Aparelho Forno de Micro-ondas (1945)

Nome Completo: Percy Lebaron Spencer - (1894-1970) = 76 anos.
Engenheiro; Inventor.

Local de Nascimento: EUA - Maine, Howland.
Data de Nascimento: 19 de Julho de 1894.
Data de Falecimento: 08 de Setembro de 1970.

               Percy Spencer, foi um engenheiro estadunidense. Foi o inventor do Forno de micro-ondas, em 1945, ao serviço da empresa Raytheon.
                 O efeito calorífico das microondas foi descoberto pelo americano Percy Spencer. Durante a realização de experiências com radares e microondas, reparou que a barra de chocolate metida na sua algibeira se tinha quase derretido. Procurou a explicação de tal fato, pês grãos de milho sob o efeito dessas ondas e, em poucos segundos, eles ficaram transformados em pipocas. As microondas tinham agitado as moléculas de água contidas nos grãos de milho, friccionara-as umas contra as outras e aquecera-as.
                 Os primeiros fornos de microondas eram, porém, caros e pouco práticos. A partir de 1970 apareceram modelos menores e mais fáceis de operar.
                  Spencer continuou na Raytheon como consultor sénior até que morreu com 76 anos. Até a época de sua morte, registrou 150 patentes e foi considerado um dos maiores peritos do mundo no campo da energia de microondas.
                Em 18 de Setembro de 1999, Percy Lebaron Spencer foi incluído na National Inventors Hall of Fame.

Como Funciona o Micro-ondas:
                  A energia elétrica, na forma de uma corrente alternada (alta e baixa tensão) é transformada em corrente contínua por intermédio de um circuito formado por um transformador, diodos e capacitores.
                 A corrente que chega do transformador através do triplicador serve para alimentar o magnetron.

Composição:
Um Magnetron aberto
                        O magnetron é construído por um ânodo cilíndrico, composto de cavidades, estas encontram-se no eixo de um cátodo de aquecimento, É necessário saber que quanto mais cavidades mais elevado é o seu rendimento. O ânodo e o cátodo são separados por um espaço ao qual se dá o nome de espaço de interação, estando em vácuo. Estas cavidades, ditas "cavidades ressonantes", podem ter formas diferentes de acordo com o magnetron considerado. Encontram-se também dois ímans que são fixados perpendicularmente em relação ao eixo do tubo.

Funcionamento:
                   Um campo elétrico contínuo é aplicado entre o ânodo e o cátodo. Este campo tem uma tensão de ordem de vários kV (cerca de 4.000 V), para um espaço de ação de alguns milímetros. Os elétrons liberados pelo cátodo são acelerados pelo campo magnético contínuo. Na ausência de ímans, os elétrons iriam diretamente ao ânodo. Graças ao campo magnético criado pelos dois ímans perpendiculares ao eixo ânodo/cátodo, obtém-se um movimento circular em torno do cátodo, com trajetórias semelhantes a cicloides.
                  Considera-se que cada elétron é animado de uma velocidade v. O campo magnético cria, com a nuvem eletrônica, uma força de Laplace que serve para acelerar as ondas. Estas cargas que fluem entre o ânodo e o cátodo vão entrar em interação com as cavidades ressonantes do bloco anódico que se torna o apoio das oscilações eletromagnéticas.

                    Como podemos ver, tendo em conta o exposto acima, a radiação eletromagnética deve-se à vibração dos elétrons nas cavidades ressonantes. Maxwell, em 1865, fez um estudo sobre os fenômenos elétricos e magnéticos chegando às "equações de Maxwell", chegando graças a estas a mostrar que um campo elétrico variável produz um campo magnético variável inverso. As dimensões destas cavidades são calculadas para que as ondas tenham uma frequência de 2.450 MHz. Uma parte destas ondas é encaminhada para o guia de ondas ou antena, graças a diversos meios de acoplamento. O guia de onda transmite estas pela cavidade do forno, onde vão permitir cozer os alimentos.

Ação das micro-ondas sobre as moléculas de água:
               A molécula de água, H²O, é formada por um átomo de oxigênio e dois de Hidrogênio. Ela é bipolar, o que significa que o baricentro das cargas negativas e o das cargas positivas não coincidem. Isto se deve ao fato do átomo de oxigênio ter maior eletronegatividade que o hidrogênio.
                  Quando sujeita a uma radiação, a molécula de água absorve a energia das ondas eletromagnéticas se estas têm uma frequência que limita as das micro-ondas (2.450 MHz). Esta absorção traduz-se numa rotação da Molécula de água.
                     As moléculas de água de um alimento em estado normal estão em desordem: não respeitam nenhuma ordem de orientação específica. Mas quando sujeitas a um campo elétrico contínuo os polos negativos das moléculas de água tem tendência a orientar-se em direção desse ultimo.
                     Quando sujeitas as micro-ondas, as moléculas de água do alimento orientam-se em direção ao campo elétrico que compõe estas ondas. Este campo, ao ser alternado, faz com que os pólos orientem-se sucessivamente num sentido e seguidamente no outro, o que resulta em várias mudanças de orientação (cerca de 2.450.000.000 de vezes num segundo) ao mesmo ritmo que a onda que oscila 2.450.000.000 de vezes por segundo.
                As fricções entre as moléculas de água criadas por este grande número de rotações libertam calor. Após esta liberação de calor, este se transmite às diferentes camadas do alimento por indução e reaquecimento assim a uma parte do alimento. A quantidade de água não repartida da mesma maneira no alimento faz com que certas partes do alimento fiquem mais ou menos quentes que outros. Mas quando ha liberação de calor das moléculas de água, tem tendência a passar do estado líquido ao estado gasoso, o volume de vapor assim produzido não pode necessariamente ser contido no alimento e é por isso que certos alimentos explodem.
                   A molécula de água não é a única a vibrar na presença de micro-ondas, há também os açúcares e as gorduras. Mas o que faz com que a molécula de água seja a única a desempenhar um papel na liberação de calor é a sua dimensão: é a única que é bipolar e que pode girar graças à sua pequena dimensão.

Penetração das ondas no interior do alimento:
               A penetração das ondas nos alimentos difere em função deste, da sua concentração e composição. Quando um alimento é sujeito a uma radiação de micro-ondas, ele tem tendência a rejeitar uma parte das ondas e armazenar outra parte delas. A parte absorvida é chamada de 'energia calorífica' e é graças a ela que o alimento aquece. A parte rejeitada é chamada de 'onda refletida'. Para evitar que partes do alimento sejam queimadas e outras fiquem frias é necessário que a distribuição das ondas sejam a mesma em todas as zonas do alimento. Para este efeito as paredes da cavidade fazem refletir as ondas e o prato em rotação permite a distribuição homogênea das ondas do alimento.

O cozimento do alimento em relação ao magnetron:
                     Quando a radiação, as moléculas de água movem-se e ocorre uma liberação de calor, mas esta liberação de calor é sentida apenas no final da radiação. Ou seja, durante a radiação, o calor é gerado graças às fricções, mas esta liberação nunca é dispensada no alimento. Em contrapartida se a radiação for interrompida alguns momentos e retomada, constata-se uma liberação de calor durante a interrupção, que dura ainda alguns momentos após a retomada. É por isso que num forno microondas para agitar as moléculas durante um certo tempo, durante o qual o alimento é aquecido, e em seguida continua até ao final do tempo programado. Em geral numa duração de um minuto o magnetron trabalha durante quatro siclos de 7,5 segundos.

Perigos:
                  Líquidos quando colocados no forno micro-ondas podem superaquecer, causando queimaduras graves no usuário quando retirado do forno.
                  Recipientes fechados e ovos podem explodir dentro do forno devido à pressão do vapor.
                  Produtos aquecidos por muito tempo também podem pegar fogo dentro do forno.
                  Objetos metálicos ou condutores quando aquecidos atuam como antenas, resultando em uma corrente elétrica.
                  Qualquer objeto de metal pode criar arco elétrico (faísca) dentro do forno de micro-ondas, isso inclui peças de faqueiro e papel alumínio.
                 Fornos de micro-ondas possuem radiação, mas que só produz risco se o forno for mal utilizado.

Fotos do autor e de sua invenção: O Forno Micro-ondas.














Esse, é o modelo que tenho, 30 litros. Responsável pela mudança de meus hábitos alimentares, rsrs






Wallpappers - 120630:

Wallpappers - 120630 = Pinguins sobre um Ice-berg.
PERSONAGENS
Jisohde G. Posser
120630